Domingo, 21 de Novembro de 2004

MORRE-SE NA ESTRADA...

A DGV (Direcção Geral de Viação), devia ser a autoridade máxima(autoridade no verdadeiro sentido da palavra), no que respeita a trânsito rodoviário. devia ser a "caixa cientifíca" em matéria de Segurança Rodoviária. Devia ser, no dia em que se assinala o dia da sinistralidade rodoviária, a entidade mais soada, e assumir o veradeiro papel que a lei lhe confere (ver atribuições no site da DGV).
Infelizmente não é nada disto e vergonhosamente para quem a dirige, são as entidades particulares, dirigidas pelos cidadãos (os utentes), a assumir o compromisso de senssibilizar a opinião pública, para a necessidade de criar estratégias sérias e mais válidas, capazes de inverter o triste cenário de 50.000 mortos nas últimas três décadas.

Quando tirei a minha carta de condução, detestei a cultura vigente dentro deste organismo: examinadores arrogantes, mal educados e de conduta deontológica duvidosa. Mas enfim, estavamos no século passado e a sociedade ainda tinha santos com pés de barro.
Hoje, ou melhor há dias, contactei de novo com a realidade da DGV e passei uma manhã inteira num parque de exames e saí de lá muito mal disposto (sem que directamente me tenha acontecido algum mal). O que que vi e as cenas a que assisti, permitem-me dizer com rigor que a cultura da DGV é a mesma de há 20 anos atrás. Os examinadores da DGV, pensarão certamente que a deploráravel atitude arrogante e mal criada que revelam, lhes confere estuto ou imagem que os benificíe, a eles ou à entidade que representam. Não me parece! Aliás o que me parece é que, é esta postura que continua a dar origem a que paire no ar uma aparente prosmiscuídade entre estas pessoas e as escolas de condução e esta promiscuídade, seguramente não reverte a favor dos jovens que investem o que têm e não têm para tirar a carta de condução. Está na altura de nos questionarmos porque razão os condutores de etnia cigana raramente são vistos a cumprir instrução ou a ser examinados, mas conduzem. O problema não está nos ciganos, o problema está numa certa cultura instalada, que dificilmente fará da DGV, o instrumento necessário para nos livrar de um dia secumbirmos na estrada e sermos mais um para a estatística.

Ando, como muitos outros, diariamente na estrada. Gostava de ver aplicada uma política seria, pensada tendo as pessoas como centro das preocupações. Algo que em consciência soubessemos que só iria dar frutos ao fim de alguns anos e não no final da legislatura. Começar nas escolas (na Suíça, um dia por semana os policias vão às escolas dar aulas de PR), fiscalizar a sério, sem andar só atrás dos pesados (pagam multas altas). Dotar as autoridades de meios e ...
já volto!
publicado por Cravadinho às 20:35
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1 comentário:
De Anónimo a 23 de Novembro de 2004 às 23:22
Porra, queria mas não consigo tirar nem pôr uma única vírgula que seja. Cento e um por cento de razão pra si, nos dois pontos fundamentais do seu "post": arrogância e "minorias não-pagantes mas governantes".
Quanto ao primeiro caso, é por demais sabido como são obtidas certas cartas, mas a coisa seria fácil de solucionar: bastava que em vez dum "engenheiro" a prova fosse fiscalizada por um júri, ou seja três examinadores (já sei que há malta a rir por ler isto, mas para esse lado durmo eu bem), o que faria os subornos serem bem mais difíceis. Quanto ao segundo ponto, gémeo siamês do primeiro, o problema é que se o amigo der uns tabefes ao seu vizinho do lado que o ofendeu, é um cidadão que zela pelos seus direitos, mas se apresentar queixa contra um "minoritário" que o agrediu ou tentou roubar já passa a ser racista.
celtiberix
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