18 de Outubro de 2009

Caros amigos,

Cá recebemos a encomenda.

Não precisavam de se incomodar. Sabemos  do apreço que têm por nós, que aliás é recíproco, mas daí a brindarem-nos com tamanha surpresa, achamos que não somos merecedores de tamanho gesto. Obrigado!

Procuraremos estar à altura que a responsabilidade impõe, tudo faremos por zelar e fazer bom uso de tamanha oferenda.

Agradecíamos no entanto, que nos enviassem lista com informação detalhada sobre os principais cuidados, necessidades ou caprichos, é que chegou sem etiqueta, não sabemos se se perdeu no caminho ou se já não tinha. É comum a falta de etiqueta nestes casos. Não queremos que por aqui lhe falte nada, queremos dar-lhe o tratamento que merece e a que vocês a habituaram. Prometemos que será sempre polido.

Estamos todos muito felizes, vamos viver momentos de grande euforia, qual crianças descontroladas com o seu brinquedo novo. Sabemos no entanto, que são efémeros os estados de alma e o que hoje é satisfação, amanhã pode ser desinteresse e alheamento, ou mesmo desilusão. Não estranhem por isso se um dia destes vos propusermos a devolução da peça, pois os encargos com uma coisa destas, são sempre significativos, ou se usa em pleno, ou o melhor é desfazermo-nos e devolver à procedência.

Já agora se pudessem, enviavam-nos também algumas das suas coisinhas de uso mais corrente, escusavamos nós de estar a comprar novamente.

Abraços amigos e mais uma vez muito obrigado.

 

publicado por Cravadinho às 22:14

12 de Setembro de 2009

publicado por Cravadinho às 23:59

16 de Agosto de 2009

A Chança (a minha terrinha), vai ter novo Presidente de Junta.

Concordo. Não é bom quando os agentes políticos se perpetuam no poder, secam tudo à volta e com o passar dos mandatos a obra feita acaba por expressar a falta de pluralismo que normalmente se instala nestes casos. Jorge Correia deixa obra feita, é bom que lhe seja reconhecido mérito, no trabalho desenvolvido. O Povo da Chança há-de recordá-lo como sendo o Presidente de Junta mais dinâmico e que mais obra desenvolveu na freguesia, desde o 25 de Abril.

Geralmente a mudança e a alternância de poder, traz benefícios e revigora a capacidade de empreender. Do que sei, o próximo Presidente de Junta vai chamar-se João, já que não me parece (com o devido respeito), que os candidatos do PSD, do CDS e do MICA, tenham condições para estar à altura da luta que se vai travar e que irá ser essencialmente uma luta entre Joões. Falta saber qual dos Joões, ganhará as eleições, se o António ou o José. Seja qual for o eleito, o que me parece é que será uma luta renhida. Espero que os candidatos que por altura andarão ocupados com a definição do seu programa eleitoral, não se esqueçam que a Chança tem caminho a percorrer, não está tudo feito e também não chegou a hora de desfazer no que feito está.

Se a minha humilde opinião, de alguma coisa servir, sugiro que quem vier a dirigir os destinos da Junta o faça de forma audaz , ou mesmo ambiciosa. A Chança tem passado e é um passado valoroso, que seguramente estará marcado nos genes das suas gentes, basta acreditar que é possível realizar um projecto de desenvolvimento sustentável para a freguesia, onde as pessoas sejam o ponto central.

É necessário desenvolver factores de fixação demográfica, sem pessoas não existe desenvolvimento. Os autarcas ou os candidatos a autarcas, devem ter a humildade de ouvir as pessoas, os empresários, as forças vivas da comunidade e criar o seu projecto a partir do sentimento generalizado da população.

Viva a Chança! (sendo que a Chança são as pessoas).

 

 

 

 

publicado por Cravadinho às 01:03

14 de Julho de 2009

As imediações do matadouro, são na maior parte dos dias, um local impróprio para transitar. O mau cheiro é de tal forma insalubre, que tenho dificuldade em aceitar que alguém não se tenha oposto já com a firmeza devida, por forma a obrigar o matadouro a encontrar uma solução para o problema. Não acredito que o Continente, o Intermarché, o MacDonalds, ou os moradores não se tenham já queixado do suplicio de que são vitimas há tanto tempo.

Admito porém, que a solução técnica para resolver este problema não seja fácil, associado à importância do matadouro, pois serve o Distrito de Beja e parte do Distrito de Setúbal, leva a que as autoridades subrelevem a questão e o problema se arraste há anos.

O matadouro tem gestão privada (quando pertencia ao Estado esta situação não se verificava), as taxas de abate que os produtores pagam, não são propriamente modestas e se pensarmos que estas taxas se reflectem no preço da carne que as mesmas pessoas que suportam o mau cheiro compram, convenhamos que não é aceitável.

Não podendo considerar o estado higiosanitário das carnes que dali saem para consumo publico, pois nada faz crer que não cumpram com os requisitos de higiene, muito embora nos faça pensar, já em relação ao mau cheiro que chega cá fora, tenho a certeza que se trata de um problema de saúde pública.

Existirão seguramente razões muito fortes que permitam que o matadouro continue a laborar nestas condições. Mas mais razão assiste à população, para um dia destes tomarem posição e obrigar as autoridades a por termo ao mau cheiro.

publicado por Cravadinho às 00:07

08 de Julho de 2009

No Cabeção, Concelho de Mora (Alto Alentejo), está à venda aquilo que poderia designar-se por uma pérola perdida no Alentejo. Se o tempo descansasse seria certamente ali que o faria. Rodeado de vinhedos e encostado à Vila de Cabeção, perto da praia fluvial e a 5 minutos do Fluviário de Mora, este Monte de construção recente, deixa-nos a pensar nos fantásticos momentos de evasão que poderia proporcionar a qualquer bichinho do betão.

Implantado numa área de 2500 m² com vinha e olival, 4 quartos, duas salas uma delas com lareira de chão, garagem, arrecadação, forno e grelador, furo, luz electrica ...

Está à venda por 210 mil euros. Nem quero pensar que vão jogar a mão a esta pechincha e eu sem poder lá chegar.

 

 

 

publicado por Cravadinho às 01:10

16 de Junho de 2009

Quantas vezes a atitude bizarra de solitariamente seguirmos na frente, não se transforma numa onda solidária, remexendo o fundo da vontade colectiva, fazendo as coisas acontecer.

 

 

publicado por Cravadinho às 23:56

07 de Junho de 2009

A secção de ginástica da Zona Azul, realizou mais um sarau onde foi apresentado o trabalho realizado ao longo de mais um ano.

Dança, acrobática, ginástica, duplo e mini-trampolim, encheram o pavilhão de Santa Maria de público e de atletas, demonstrando que esta modalidade é uma das mais participadas da cidade.

A secção de ginástica da zona Azul, tem cerca de uma dúzia de anos apresentando desde o início um elevado número de praticantes. Estava na altura de estes atletas poderem usufruir de um praticável, equipamento indispensável à modalidade e de um duplo mini-trampolim novo, pois o que possuem foi adquirido em segunda mão há dez anos atrás.

Senhor Presidente da Câmara, repare lá na alegria destas crianças .... elas merecem e o investimento é seguro.

 

publicado por Cravadinho às 00:18

16 de Maio de 2009

 

Um Poeta não se cala, nem vende a dignidade.

publicado por Cravadinho às 00:02

21 de Abril de 2009

O preço do petróleo baixou hoje para menos de 50 dólares o barril.

Como é que é possível que os preços dos combustíveis não baixem, não digo na mesma proporção, mas numa proporção aceitável.

Como é que é possível nós aceitarmos isto quietos e calados. Onde é que está o bloqueio dos camionistas que agora mais do que nunca se justificava?

Os preços não baixam porque a Galp não quer, o governo também não por causa do imposto e assim nos vão sugando. Trabalhamos para sustentar malandros.

Era fundamental para a economia e para muitas empresas que atravessam dificuldades que os combustíveis baixassem. Porque é que o governo não integra no pacote de medidas de combate à crise uma intervenção no preço dos combustíveis? Porque não quer!

Estou farto de ser comido, portanto isto só se altera com luta e se for preciso andar à porrada, eu estou pronto.

Ao mesmo tempo que nos embalam com conversa da treta vão acabando com o pouco que resta do tecido produtivo e vão-nos pondo à míngua ou no desemprego. Interessa-lhes a imagem da crise para nos manterem resignados.

Levantem-se homens e mulheres deste país, não vêem o que vos estão a fazer?

publicado por Cravadinho às 00:30

07 de Abril de 2009

 

 

Porque é que o cidadão José Sócrates ainda não foi constituído arguido no processo Freeport?

 Porque é que Charles Smith e Manuel Pedro foram constituídos arguidos e José Sócrates não foi?

Como é que, estando o epicentro de todo o caso situado num despacho de aprovação exarado no Ministério de Sócrates, ainda ninguém desse Ministério foi constituído arguido?

Como é que, havendo suspeitas de irregularidades num Ministério tutelado por José Sócrates, ele não está sequer a ser objecto de investigação?

Com que fundamento é que o procurador-geral da República passa atestados públicos de inocência ao primeiro-ministro?

Como é que pode garantir essa inocência se o primeiro-ministro não foi nem está a ser investigado?

Como é possível não ser necessário investigar José Sócrates se as dúvidas se centram em áreas da sua responsabilidade directa?

Como é possível não o investigar face a todos os indícios já conhecidos?

Que pressões estão a ser feitas sobre os magistrados do Ministério Público que trabalham no caso Freeport?

A quem é que o presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público se está a referir?

 Se, como dizem, o estatuto de arguido protege quem o recebe, porque é José Sócrates não é objecto dessa protecção institucional?

Será que face ao conjunto de elementos insofismáveis e já públicos qualquer outro cidadão não teria já sido constituído arguido? Haverá duas justiças? Será que qualquer outro cidadão não estaria já a ser investigado?

Como é que as embaixadas em Lisboa estarão a informar os seus governos sobre o caso Freeport? O que é que dirão do primeiro-ministro de Portugal? O que é que dirão da justiça em Portugal? O que é que estarão a dizer de Portugal?

Que efeito estará tudo isto a ter na respeitabilidade do país? Que efeitos terá um Primeiro-ministro na situação de José Sócrates no rating de confiança financeira da República Portuguesa? Quantos pontos a mais de juros é que nos estão a cobrar devido à desconfiança que isto inspira lá fora?

E cá dentro também? Que efeitos terá um caso como o Freeport na auto-estima dos portugueses?

 Quanto é que nos vai custar o caso Freeport?

Será que havia ambiente para serem trocados favores por dinheiros no Ministério que José Sócrates tutelou?

Se não havia, porque é que José Sócrates, como a lei o prevê, não se constitui assistente no processo Freeport para, com o seu conhecimento único dos factos, ajudar o Ministério Público a levar a investigação a bom termo?

Como é que a TVI conseguiu a gravação da conversa sobre o Freeport?

Quem é que no Reino Unido está tão ultrajado e zangado com Sócrates para a divulgar?

E em Portugal, porque é que a Procuradoria-Geral da República ignorou a gravação quando lhe foi apresentada?

E o que é que vai fazer agora que o registo é público?

Porque é que o Presidente da República não se pronuncia sobre isto? Nem convoca o Conselho de Estado?

Como é que, a meio de um processo de investigação jornalística, a ERC se atreve a admoestar a informação da TVI anunciando que a tem sob olho?

Será que José Sócrates entendeu que a imensa vaia que levou no CCB na sexta à noite não foi só por ter feito atrasar meia hora o início da ópera.

 

publicado por Cravadinho às 22:34

28 de Março de 2009

A Casa da Muda, ou simplesmente a Muda. É comum encontrarmos lugares com esta designação, ou então lugares que têm casas a que chamam Casa da Muda. Inicialmente pensei que a referência dizia respeito a alguém que sendo muda teria dado o nome ao lugar. Pensei isso durante muito tempo, cada vez que passava na estrada de Grândola para a Comporta, onde existe um lugar chamado Muda.

Recentemente fiquei a saber, que há meia dúzia de décadas atrás, quando as mercadorias agrícolas eram transportadas em carros de parelhas de mulas, os animais não aguentavam as grandes distâncias a percorrer, sendo necessário mudar  de parelha a meio caminho. Existiam casas, que serviam de albergue aos animais, para serem alimentados e descansarem, permitindo assim prosseguir viagem.

O mesmo acontecia com os viajantes a cavalo, quando tinham que percorrer grandes distancias, mudavam de montada em sítios designados por Casa da Muda, ou simplesmente A Muda.

Bem me parecia que eram Mudas a mais.

publicado por Cravadinho às 23:31

02 de Março de 2009

O lado negro da crise, é constituído pelos momentos de angústia dos que ficam sem emprego, dos empresários que vêem os seus negócios falirem, dos que vêem os seus rendimentos diminuídos e sem recursos para manter os encargos assumidos.

O lado verde da crise, está associado ao consumo em baixa. As vendas estão a cair, as empresas produzem menos, utilizam menos matéria-prima, gastam menos energia... é o lado verde. O planeta agradece este abrandamento que converge no sentido da política dos RRR (reduzir, reutilizar e reciclar).

Se esta crise resulta de um desacerto entre o capital disponível e a riqueza produzida, e como parte do capital tão pouco existia, resultante da emissão de títulos impossíveis de restituir, então estamos num ponto em que reinventar é a palavra de ordem. Reinventar e optimizar para sobreviver à crise e em simultâneo para convergir no sentido da sustentabilidade. As soluções existem e vão surgir, aliás estão a surgir: vai ser lançado um carregador universal para telemóveis. Seria uma estupidez insistir na acumulação de material obsoleto, que vai para o lixo cada vez que trocamos de telemóvel e em que cada casa existem vários carregadores para cumprir o mesmo objectivo, carregar o telemóvel. É este o caminho e é ao mesmo tempo o lado verde da crise.

publicado por Cravadinho às 23:54

20 de Fevereiro de 2009

                                     (Foto tirada a 20 de Fevereiro de 1985) 

 

No passado, a Chança teve um grupo de teatro, teve equipe de futebol e teve um grupo musical de baile (O SEC. XIX)... memórias de há 25 anos.

 

publicado por Cravadinho às 23:20

19 de Fevereiro de 2009
Ouvi há algum tempo atrás, o Presidente da Câmara de Barrancos, António Tereno, queixar-se do estado de conservação das estradas que servem este concelho. É de facto um calvário chegar a Barrancos, o traçado antigo e o mau estado do piso, tiram a paciência a qualquer um, imagine-se o que sentirão as pessoas que ali  vivem.
Surpreendente é o facto de recentemente terem repavimentado um pequeno troço de uma das estradas que conduz a Barrancos. Examinado à lupa, chega-se à conclusão que essa meia dúzia de Kms se encontra dentro do Concelho de Mourão, poderá pensar-se que o Sr Presidente da Câmara de Mourão, sendo mais zeloso que os outros autarcas, quis cumprir com a obrigação de manter as estrados do seu Concelho em bom  estado de conservação. Mas a referida estrada é nacional, não é municipal, julgo tratar-se da EN 386. Sendo assim, o que nos vem à ideia é outra coisa, será a Câmara de Mourão do PS e o que se pretendeu com este gesto foi afrontar os Municípios de cor partidária diferente? Não, eu é que sou mal intencionado e incapaz de reconhecer o que está bem feito.
Está lá para quem quiser ver, concluam como entenderem. Eu concluo sem dúvida nenhuma, que andamos a ser geridos pela mão do absurdo.
Bem pode António Tereno fazer apelo ao investimento na sua terra, o pior é chegar até lá.
 
 
publicado por Cravadinho às 00:26

19 de Janeiro de 2009

 

A Zona dos Barros de Beja,  é a única zona do país com uma profundidade média capaz de produzir cereais, com produções médias por hectare que justifiquem a sua exploração. Recentemente, com a eminente escassez de cereais, voltou a olhar-se com alguma importância para este tipo de solos e isso devia fazer-nos reflectir sobre a sua importância estratégica, tendo em conta a sua aptidão agrícola.

Já não bastava a politica agrícola vigente, cega e irresponsável, que desprezou a produção cerealífera, senão agora a ocupação destes solos com a plantação de olival intensivo. Não estão em causa as quotas para a produção de olival, tão pouco se os empresários agrícolas são portugueses ou espanhóis,  o que me merece desacordo e preocupação, é o facto de o Estado não ter definido que tipos de solos poderiam ser ocupados pelas quotas de olival, salvaguardando os Barros de Beja da acção esgotante a que vão ficar sujeitos, quando os espanhóis virarem costas. Pois é que o olival intensivo é só por uns anos, depois esgota-se, porque o solo também se esgota.

O que estão a fazer é um abuso e de uma irresponsabilidade ao nosso melhor nível, mas não é nem mais nem menos do que lhes é permitido.

 

publicado por Cravadinho às 00:23

18 de Janeiro de 2009

 

 

 

Madrugada de 10 de Janeiro.

 

publicado por Cravadinho às 00:31

02 de Janeiro de 2009

 

publicado por Cravadinho às 00:44

- Que o Mundo se inspire na metáfora d´A Viagem do Elefante, do Saramago e corrija as relações de poder entre os Homens. Está lá tudo.

 

- Que comecem este ano a construir o meu próximo carro. Gostaria muito de cumprir a promessa de só trocar de carro, quando surgirem os carros movidos a hidrogénio.

 

- Que surja rapidamente a versão 3 da Web. Deposito grande esperança na Web, como instrumento de mudança.

 

- Para além dos vulgares votos de Paz, Saúde e Pão, que o Porto não seja campeão e que o Benfica seja vice.

publicado por Cravadinho às 00:18

 

(Alice, 3 anos)

 

 

(Alice 3 anos)

 

(Alice, 3 anos)

 

publicado por Cravadinho às 00:08

12 de Dezembro de 2008

O Congresso do PCP, por muita azia que tenha causado, foi uma verdadeira lição politica e um sinal bem claro de que os comunistas não se deixam confundir com os falsos sinais que determinada esquerda revela.

Se há um caminho no sentido de resistir e lutar contra este modelo social e as politicas que o sustentam, o caminho  a seguir é o da força que o PCP tem revelado nos últimos tempos. Está mais forte, é inquestionável e isso é bom para o cenário politico.

Estou no entanto muito desiludido com o ressurgimento de um tique que nos dias que correm é perfeitamente incompreensível e inadmissível: então pintam-se as paredes por causa de um congresso partidário? E a Câmara não manda limpar?

Vamos lá a ter tino.

publicado por Cravadinho às 00:37

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